As verdades encobertas pelo tempo,
Nem a chuva, nem o vento
Podem-nas revelar,
A regra é silenciar.

Deve-se ter punhos-de-aço
E mesmo com todo cansaço
Não se pode fraquejar
Pois tens que amamentar.

Esbanjando juventude
Na vida que se inicia,
No teu colo irradia
A luz do seu lindo bebê.

O mais doce dos venenos
Não lhe podem alcançar,
Pois que corre em suas veias
O azul do céu e mar.

A mulher já não existe
Ante o pequeno ser,
Agora é a mãe que vive
Para seu filho aquecer.

E no bocejo da noite
Com chuva e com trovão,
Sem temor ela socorre
O filho do coração.

Mãe que é mãe sabe entender
Se o filho tem fome ou dor,
Se sente frio ou calor,
Pois ele é seu grande amor.


© Por Rosana Madjarof – 08/12/2007 - Direitos Autorais Reservados