
As palavras que eu não disse
Num papel foram transcritas
E se não foram ouvidas
Espero que sejam lidas.
O lápis e o papel
São meus fiéis companheiros
Pois aceitam por inteiro
Tudo que eu quero escrever.
E quando eu erro na escrita
Pego a amiga borracha
Que me ajuda a desfazer
Tudo o que eu não quis dizer.
E assim vou escrevendo
Seja em verso, trova ou prosa
E como um botão de rosa
Desabrocho o meu ser.
Muitos, porém, não entendem
O porque d’eu não falar
As palavras que coloco
Num papel tão singular.
Mas o coração me pede
Que eu escreva sem parar
Tudo aquilo que sentir
Pra poder eternizar.
Sempre fui boa na escrita
Mas falar não é meu forte
Prefiro atirar à sorte
O dom de poder calar.
E assim eu vou seguindo
Com passos lentos ao vento
E com todo o sentimento
Chegarei a algum lugar
© Por Rosana Madjarof – 03/04/2008 – 22:20 h. - Direitos Autorais Reservados







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2 comentários:
tem razão, escrevendo eternizamos, bjs.
Rosana!
Na verdade venho aqui para comentar o teu blog e não o post. Achei o blog delicado, manso, terno. Não sei, faltam palavras...Acho que é um blog doce, amigo...
Bjão para você!
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